Publicado em 10 de junho de 2013 EBDA e Inema assinam acordo de cooperação técnica

EBDA e Inema assinam acordo de cooperação técnica

Um acordo de cooperação técnica que visa a consolidação de sistemas locais de criação e manejo de abelhas sem ferrão nos biomas mata atlântica, cerrado e caatinga, na Bahia, foi assinado, na manhã de hoje (10), pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S. A (EBDA) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), no Centro de Treinamento da empresa, em Salvador.

“Mais uma importante parceria é firmada entre dois órgãos do Governo do Estado, para levar conhecimento e inovação aos meliponicultores da Bahia. Este trabalho conjunto também garantirá mais dignidade e qualidade de vida às famílias que vivem no campo”, disse o presidente da EBDA, Elionaldo de Faro, durante a solenidade.

O acordo diz que a EBDA desenvolverá técnicas e tecnologias para consolidar os sistemas locais de criação e manejo de abelhas sem ferrão, no Território Indígena Pankararé, para agricultura familiar do Litoral Norte do Estado, e para quilombolas da Chapada Diamantina. A realização de cursos para qualificação das comunidades envolvidas nos projetos será outra atribuição da EBDA.

Para a diretora geral do Inema, Márcia Cristina Telles, a parceria será fundamental para a ampliação dos trabalhos direcionados a meliponicultura e permitirá que os meliponicultores entendam, valorizem e pratiquem ações de conservação ambiental. “Vamos conscientizar que o cuidado com a natureza é fundamental e que ele gera renda; afinal, os meliponicultores trabalham com um produto que possui um alto valor de mercado e baixo custo de produção”, afirmou Telles.

Oficina de Meliponicultura

A assinatura do Acordo de Cooperação Técnica aconteceu durante a Oficina de Meliponicultura, que iniciou hoje (10), no CTN da EBDA, em Itapuã, com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento da meliponicultura no estado da Bahia. O evento, realizado por meio de uma parceria entre a EBDA e o Inema, segue até amanhã (11).

Durante o evento, mais de 100 pessoas iniciarão a qualificação para atuar e acompanhar projetos direcionados a meliponicultura, além de serem preparadas para idealizar novos trabalhos no entorno de Unidades de Conservação e nas áreas prioritárias para a conservação.

O ciclo de palestras iniciou com a professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Favízia Freitas de Oliveira, que explorou o tema “Grupos taxonômicos e a ocorrência das espécies no território baiano”. O debate seguiu com a palestra da Coordenadora de Pesquisa da EBDA, Marina Castro, que falou sobre “Conservação das Abelhas Nativas sem Ferrão”. O último tema abordado, no período da manhã, foi “O papel das abelhas nativas na polinização”, sob a responsabilidade das pesquisadoras Fabiana Oliveira da Silva, da UFBA e de Synara Matos Leal, da EBDA.

Para Favízia Oliveira a oficina é um importante local de debate, onde estudantes, pesquisadores e agricultores têm a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre a meliponicultura. Segundo ela “a EBDA é uma das pioneiras na área, tem conhecimento técnico adequado para disseminar as informações, além de chegar facilmente em todos os territórios baianos”, declarou a professora.

A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de nº 346/2004, que disciplina a utilização das abelhas silvestres nativas, bem como a implantação de meliponários, também foi destaque na discussão. “A equipe da EBDA propôs a formação de um grupo para debater um plano de manejo que envolva a meliponicultura da Bahia”, disse Marina Castro.

No período da tarde, as palestras seguiram com os temas: “O que é meliponicultura”, “Desenvolvimento da meliponicultura no território baiano”, “Sistemas Locais de criação e manejo de abelhas sem ferrão por comunidades tradicionais”, “Legislação Federal para a regularização da meliponicultura”, dentre outros.

 

Fonte: Assimp/EBDA